Abstract
Esta revisão focaliza a relação entre a diferenciação das células ovais e a origem celular do câncer hepático, bem como os estudos recentes sobre a ação do ß-caroteno na diferenciação celular. As denominadas células ovais, que proliferam durante as etapas iniciais da hepatocarcinogênese, são células progenitoras bipotentes que podem se diferenciar em hepatócitos e em células epiteliais biliares, conforme demonstrado em modelos in vivo de diferenciação celular hepática. Postula-se que o câncer hepático originar-se-ia das células ovais, por bloqueio irreversível do processo de diferenciação, resultante da ação de hepatocarcinógenos. Desse modo, seriam geradas células imaturas transformadas que deteriam potencial proliferativo e imortalidade, em contraposição à teoria de que o câncer desenvolverse- ia a partir da “desdiferenciação” dos hepatócitos. Descreve-se que o ß-caroteno (e outros carotenóides sem atividade pró-vitamínica A) é capaz de induzir a diferenciação celular, em modelos in vitro. Além disso, foi observado, in vivo, que o carotenóide reduziu o número de células ovais remanescentes (ao final do período experimental), tanto em modelo de hepatocarcinogênese química quanto de diferenciação celular hepática. Estes achados sugerem que o ß-caroteno pode favorecer a diferenciação terminal completa das células ovais, com implicações na quimioprevenção do câncer hepático.
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Naves, M. M. V., & Moreno, F. S. (2000). Diferenciação Celular: Importância na Hepatocarcinogênese e Papel Modulador do ß-Caroteno. Revista Brasileira de Cancerologia, 46(4), 389–99. https://doi.org/10.32635/2176-9745.rbc.2000v46n4.2423
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