Abstract
Baseado em pesquisa qualitativa numa escola pública de ensino fundamental de São Paulo, o artigo discute os critérios de avaliação escolar das professoras, apontando em que medida suas opiniões sobre masculinidade e feminilidade interferiam em seus julgamentos e o que era mais valorizado no comportamento de meninas e meninos. Conclui pela urgência de promover essa reflexão no campo educacional, pois, se já eram marcantes em sistemas de avaliação mais formalizados, com testes, atribuição de notas e organização da escola em séries, as hierarquias de gênero parecem tornar-se mais poderosas nas chamadas avaliações de processo, em curso na maioria das escolas brasileiras, a partir do sistema de ciclos.This article is based on a qualitative research in an elementary school at São Paulo, Brazil, and discusses the academic evaluation of pupils, searching if teacher's opinions about masculinity and femininity affect her/his judgments. The text concludes that it is time to reflect upon these topics in the educational field, because gender inequalities and hierarchies are powerful interferences on the evaluation processes used in most Brazilian elementary schools.
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CARVALHO, M. P. D. (2001). Mau aluno, boa aluna?: como as professoras avaliam meninos e meninas. Revista Estudos Feministas, 9(2), 554–574. https://doi.org/10.1590/s0104-026x2001000200013
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