Abstract
Diante da crescente importância do giro decolonial, tanto dentro como fora do contexto latino-americano, buscaremos neste artigo um retorno aos seus fundamentos, a partir de uma leitura cuidadosa dos conceitos de colonialidade do poder/racialidade e de dependência histórico-estrutural no pensamento de Aníbal Quijano. Percebemos uma relação monocausal entre a persistência da racialidade em sociedades politicamente emancipadas (explanans) e a dependência latino-americana (explanandum). Ademais, concluímos ser fundamental a utilização da contribuição decolonial como instrumento para a formação conceitual ou como meio heurístico em cooperação com outras abordagens sobre a questão racial na América Latina, como a de Carlos Hasenbalg e a de Florestan Fernandes.
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Silva, L. T. da. (2015). Colonialidade do poder como meio de conhecimento: em torno de seus limites e potencialidades explicativas. Plural (São Paulo. Online), 22(2), 204. https://doi.org/10.11606/issn.2176-8099.pcso.2015.112458
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