Abstract
Cada teoria tem sua biografia. A obra de Hannah Arendt sobre o totalitarismo nasceu de suas vivências como judia alemã, desterrada de seu próprio país. Em seu pensamento inconformista, ocupa um lugar central a noção de pária, que inspira uma filosofia política na qual busca conciliar liberdade intelectual e compromisso político. Subjacente a esta filosofia, encontra-se uma antropologia humanista cujo núcleo é uma concepção da experiência humana compartilhada cuja diversidade reside precisamente em uma liberdade criativa originária. Ela desafia assim as fronteiras e identidades exclusivas, fruto do Estado nacional moderno, e propõe em seu lugar uma cultura cívica e uma justiça que transcendam os marcos nacionais.Every theory has its own biography. Hannah Arendt's work on totalitarianism was born from her experiences as a German Jew, exiled from her own country. Central to her nonconformist thought is the notion of pariah, inspiring a political philosophy in which she seeks to reconcile intellectual freedom with political commitment. Behind this philosophy lies a humanist anthropology whose nucleus is a conception of shared human experience, the diversity of which resides precisely in an original creative freedom. As a result, her work challenges exclusive identities and borders - products of the modern nation state - and in place proposes a civic culture and a form of justice transcending national limits.
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Stolcke, V. (2002). Pluralizar o universal: guerra e paz na obra de Hannah Arendt. Mana, 8(1), 93–112. https://doi.org/10.1590/s0104-93132002000100004
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