Abstract
Rochas lateríticas se encontram distribuídas por toda a região Amazônica. Elas envolvem lateritos autóctones imaturos e maturos, além daqueles alóctones denominados de "linhas de pedras". Os lateritos maturos formaram-se no Terciário, enquanto os imaturos estabeleceram-se no Quaternário. Os lateritos maturos se caracterizam por perfis melhor diferenciados em horizontes do que os imaturos. As rochas geradoras são de diferentes idades e composições petroquímicas, e produziram diversos tipos de lateritos, com destaque maior para os bauxíticos, os fosfáticos, os ferruginosos, os cauliníticos, os manganesíferos e os niquelíferos. A cobertura mais comum é do tipo Argila de Belterra, representada por material de aspecto argiloso e amarelo, proveniente do intemperismo de pefis lateríticos. Pedras de ferro não-lateríticas são comuns na região, dentro dos perfis lateríticos ou não. Além de seu potencial mineral significativo, os lateritos se apresentam como importante ferramenta para a prospecção geoquímica, para o mapeamento geológico e para o estudo da evolução geológica e geomorfológica da região.
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COSTA, M. L. (1991). ASPECTOS GEOLÓGICOS DOS LATERITOS DA AMAZÔNIA. Revista Brasileira de Geociências, 21(2), 146–160. https://doi.org/10.25249/0375-7536.1991146160
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