Abstract
Homo digitalis se refere ao homem modificado pela tecnologia. A realidade virtual (RV) e a realidade aumentada permitem ver o mundo sob a perspectiva de outras pessoas, sendo chamadas de “a máquina de empatia”. Objetivo: analisar como a RV pode ser usada na psiquiatria e na educação médica para promover empatia. Método: realizou-se uma revisão narrativa nas plataformas Medline e Embase, Google Scholar, listas de referências de artigos e em sítios eletrônicos de tecnologia. Artigos em inglês e francês foram selecionados, sem limites temporais para a busca. Resultados: uma revisão de 66 referências demonstrou que a RV pode gerar mudanças cognitivas, emocionais e comportamentais positivas, especialmente em relação a indivíduos de grupos diferentes. As narrativas imersivas com RV facilitam a compreensão empática, colocando o usuário na perspectiva de outra pessoa. A RV também está associada a jogos aplicados e estudos funcionais de atividade cerebral, que indicam potencial para gerar mudanças comportamentais positivas. Estudos maiores e ensaios clínicos são necessários para validar a efetividade dos desfechos e garantir o uso seguro e ético da tecnologia. Conclusão: a revisão demonstrou resultados promissores e um olhar otimista da RV como ferramenta para gerar empatia e promover o bem-estar mental.
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Rosa, A. L. S. T. da, Spritzer, D. T., Marchi, N. C., Ruwel, A. G., Zortea, L. H., & Kessler, F. H. P. (2023). Homo digitalis. Revista Da Faculdade de Ciências Médicas de Sorocaba, 23(3/4), 110–114. https://doi.org/10.23925/1984-4840.2021v23i3/4a8
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