Abstract
O trabalho analisou evidências do isomorfismo na Gestão de Riscos Operacionais em bancos atuantes no Brasil, buscando identificar pontos de convergência e porque ocorrem. A pesquisa é qualitativa e descritiva, realizada por análise de conteúdo do Relatório “Pilar 3” de oito instituições entre 2013 e 2019. Foram usadas categorizações descritivas de situações/eventos obtidos a partir do referencial teórico, classificáveis como referências de atuação. As principais categorias por mecanismo e índices de evidenciação foram: a) coercitivo: atendimento legal (100%); Plano de Continuidade de Negócios (100%); declaração de Apetite ao Risco (100%); gestão de outros riscos além dos obrigatórios (88%); modelo das 3 Linhas de Defesa (88%) e divulgação de perdas operacionais (88%). b) normativo: responsabilidades de comitês, diretores e assemelhados (100%); disseminação da cultura de risco (100%); treinamento em risco operacional (88%), e. c) mimético: uso de tecnologias na Gestão de Riscos Operacionais (100%); determinações da matriz (100%); padronização de procedimentos entre matriz e filiais (88%); e uso de indicadores (88%). Os pontos de convergência foram a busca pelo aperfeiçoamento da Gestão de Riscos Operacionais e o atendimento aos requisitos para aprovar modelos internos para cálculo de requerimentos de capital. A homogeneização da Gestão de Riscos Operacionais ocorreu em função das demandas legais e seus efeitos benéficos melhoram o ambiente. A divulgação de princípios, melhores práticas e Relatórios “Pilar 3” permite que outras organizações usem as informações como base e implantem suas próprias estruturas de Gestão de Riscos Operacionais.
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Ferreira, M. L., Peleias, I. R., & Parisi, C. (2021). EVIDÊNCIAS DO ISOMORFISMO NA GESTÃO DE RISCOS OPERACIONAIS EM INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS QUE ATUAM NO BRASIL. Contabilidade Vista & Revista, 32(1), 6–40. https://doi.org/10.22561/cvr.v32i1.4914
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