Abstract
Tinha tomado uma decisão que julgava definitiva: a de não mais escrever, ou ler, resenhas. Na verdade, a resenha sempre me pareceu um contra-senso, uma espécie de vazio literário. Não sendo propriamente crítica (tal como a praticavam Otto Maria Carpeaux, Álvaro Lins, Tristão de Athayde, Brito Broca, entre outros), as resenhas, em geral, não fazem análise a sério, mas dão ao resenhista a oportunidade de emitir juízos categóricos, quase sempre duvidosos e equivocados, sobre a obra resenhada. Claro, há exceções, mas estas são tão raras que não chegam, nem de longe, a absolver resenhas e resenhistas dos seus pecados, que são muitos. O mundo, porém, dá muitas voltas. Dias atrás, chegou-me às mãos o livro Brasília: controvérsias ambientais e, com ele, o recado de um amigo: queria que eu escrevesse uma resenha sobre ele. Pensei em recusar o convite, mas ao examinar o livro mudei de opinião: trata-se de um grande livro, e eu não posso deixar de, pelo menos, recomendar a sua leitura. Mesmo correndo o risco do paradoxo, é este o objetivo da presente resenha (digo, do comentário): recomendar a leitura do livro. Contudo, pensando bem, não basta apenas recomendar o livro. É preciso explicar por que estou sugerindo a leitura do livro. Há quem diga que a produção científica sobre Brasília é extensa – mas isto,
Cite
CITATION STYLE
Aguiar, R. C. (2003). Brasília: da utopia à dura realidade. Sociedade e Estado, 18(1–2), 401–403. https://doi.org/10.1590/s0102-69922003000100020
Register to see more suggestions
Mendeley helps you to discover research relevant for your work.