Abstract
Há um histórico de eventos de escorregamentos e processos erosivos ocorrentes em gnaisses fraturados localizados em um trecho da Rodovia Régis Bittencourt na Serra do Azeite, Cajati/SP. Buscou-se determinar a influência das estruturas em rocha no processo de escorregamento, através do estudo geométrico do maciço e da caracterização geoestrutural voltada para instabilizações. As principais estruturas que regem o comportamento do maciço são as famílias de fraturas N15E/78NW e N30W/80SW, que são planos mais propícios a escorregamentos tanto planares como em cunha devido a geologia local e ao corte dos taludes. Verificou-se que as encostas possuem alta suscetibilidade a escorregamentos planares mesmo quando não estão saturadas por água, e baixa suscetibilidade a escorregamentos em cunha quando secas, porém há risco de movimentação do bloco da cunha quando estão na presença de água. O uso de um modelo de análise da compartimentação estrutural dos maciços, aplicado no trecho aflorante da Serra do Azeite, auxiliou na compreensão das estruturas que regem a suscetibilidade à escorregamentos das encostas rochosas, sendo uma ferramenta de auxílio para o gerenciamento de riscos dos taludes rodoviários.
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Bitencourt de Britto, C., & Pio Fiori, A. (2021). Estabilidade de taludes rochosos em rodovias: análise da compartimentação estrutural de maciços. Geotecnia, (151), 77–88. https://doi.org/10.24849/j.geot.2021.151.05
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