Abstract
De acordo com o ideário científico e pedagógico vigente, o profissional da educação seleciona estratégias, implementa atividades didático-pedagógicas adequadas ao contexto da ação educativa e reflete sobre as suas práticas. Atualmente, privilegiam-se as metodologias ativas, em que o aluno tem um papel central na descoberta e na construção da sua própria aprendizagem e o professor surge como o promotor e o orientador dessas mesmas aprendizagens. No ensino da Geografia, a implicação do discente na resolução de problemas com expressão espacial, muitas vezes à escala local, promove uma atitude mais interventiva, responsável e crítica contribuindo, simultaneamente, para a sua formação cívica e para a educação geográfica. Com base neste modelo de ensino, consideramos que a promoção de atividades didático-pedagógicas realizadas fora do contexto sala de aula apresenta grande valor educativo. A relação da Geografia com a observação direta remonta à sua origem. Desde cedo, o trabalho de campo foi considerado uma metodologia essencial no estudo da Geografia, na sua dupla vertente: científica e pedagógica. Contudo, ao longo do tempo, a adoção de Saídas de Campo não foi, um processo linear nem imediato. Os momentos de afirmação desta metodologia aconteceram segundo os interesses de cada escola, o paradigma vigente e as exigências históricas e económicas próprias de cada época. Algumas vezes, os avanços foram travados por ruturas na evolução do pensamento geográfico e estas descontinuidades fizeram com que a prática de campo fosse valorizada de forma intermitente.
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Fontinha, F. (2017). Saídas de Campo no Ensino da Geografia: Uma Metodologia Ainda Atual? Revista de Educação Geográfica | U.P., 1, 79–91. https://doi.org/10.21747/getup/1a6
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