Abstract
A o se implantar uma nova escola no estado do Rio de Janeiro-os CIEPs (Centros Integrados de Educação Pública)-, abriu-se um novo caminho para a educação pública brasileira. A escola de vários turnos já foi suficientemente testada na história da educação pública deste país e o que tem produzido é a repetência continuada que traz, como conseqüência, a redução das vagas disponí-veis ou a evasão, alimentando-se o crescente número de analfabetos. " O censo nacional de 1970 nos revela que entre os jovens de 14 anos de idade uma quarta parte (24,3%) não sabia 1er e escrever. Esta juventude analfabeta era de 42% nas zonas rurais e de 10% na cidade. Finalmente, no último censo, em 1980, a porcentagem subiu para 25,9% e o número absoluto elevou-se para 19 milhões. São esses os dados censitários dos analfabetos adultos no Brasil. Esses números e proporções tornam-se mais significativos se comparados com outros desempenhos educacio-nais. Enquanto o Brasil de 1980 conta com 19 milhões de analfabetos adultos e com a porcentagem de 26%, na Argentina é de 6% em 1976 e, em Cuba, já em 1961, era de 3%. A nossa inferioridade estatística reflete uma inferioridade efetiva no esforço por alfabetizar e na capa-cidade de alcançar esta meta elementar" (1).
Cite
CITATION STYLE
Centros Integrados de Educação Pública: uma nova escola. (1991). Estudos Avançados, 5(13), 61–77. https://doi.org/10.1590/s0103-40141991000300004
Register to see more suggestions
Mendeley helps you to discover research relevant for your work.