Abstract
No contexto de uma investigação sobre as práticas e os discursos etnográficos no Estado Novo, este artigo procura estabelecer alguns dos parâmetros gerais que pautaram as relações do órgão máximo de propaganda do regime (SPN, depois SNI) com os etnógrafos da periferia. Tendo em conta a colaboração de um erudito de Castelo Branco, Eurico de Sales Viana, em várias iniciativas folcloristas deste organismo, abordaremos os processos efectivos de construção da cultura popular promovidos pelo SPN / SNI. Através deste estudo de caso propomos também identificas o tipo de aptidões que o Secretariado valorizava nos seus intermadiários. A presença de Sales Viana no processo de celebração da <<Aldeias mais Portuguesa de Portugal>> permitiu, simultaneamente, conforntar as práticas etnográficas do SPN / SNI com um dos vectores mais recorrentes do seu discurso: Monsanto como símbolo de um suposto <<mergulho na terra portuguesa>>.
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Alves, V. M. (1997). Os etnógrafos locais e o Secretariado da Propaganda Nacional. Um estudo de caso1. Etnografica, (vol. 1 (2)), 237–257. https://doi.org/10.4000/etnografica.4397
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