Abstract
A tolerância ao risco é um fator importante que influencia uma ampla gama de decisões financeiras pessoais e é definida como a quantidade máxima de incerteza que alguém está disposto a aceitar ao se tomar uma decisão financeira ou a disposição de se envolver em comportamentos cujos resultados são incertos com possibilidade de se ter um resultado negativo. Este trabalho teve como objetivo analisar a relação entre tolerância ao risco e personalidade entre universitários. Para isto, foi desenvolvido e aplicado um questionário à 96 alunos e ex-alunos da PUC-Rio. O questionário baseou-se no teste Big Five de personalidade (GOLDBERG, 1990), no teste de gênero psicológico denominado Bem Sex Role Inventory (BEM, 1997) e na escala de tolerância ao risco de Grable e Joo (2004). Também foram coletados dados sócio-demográficos, tendo em vista as variáveis de: sexo, faixa etária, estado civil, escolaridade, composição familiar e renda familiar. Por meio de técnicas econométricas, foram desenvolvidos modelos nos quais o score de tolerância ao risco atua como variável dependente e as variáveis independentes são representadas pelo gênero psicológico, pela personalidade, na interação entre ambas e por dados sócio-demográficos. Os resultados apontaram que quanto maior os escores de gênero psicológico masculino e a estabilidade emocional maior a tolerância ao risco. Também foi observado que indivíduos do sexo masculino, com menor idade, que moram sozinhos, com nível de ensino superior e divorciados tem uma maior a tolerância ao risco.
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Provenzano, H. I. C., Klotzle, M. C., Silva, P. V. J. da G., & Pinto, A. C. F. (2016). Personalidade e risco: estudo em finanças comportamentais. Revista Brasileira de Administração Científica, 7(3), 39–51. https://doi.org/10.6008/spc2179-684x.2016.003.0003
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