Abstract
O artigo discute a ressignificação do cabelo crespo na construção da identidade negra no contexto da sociedade de consumo. Esta sociedade de base escravocrata, como a brasileira, tem atribuído principalmente às mulheres negras, uma marca racial de inferioridade, expressada sobretudo, em seus cabelos crespos. No entanto, nos últimos anos, estes mesmos cabelos, são vistos como expressão identitária e assumidos como resistência política racial da negritude, o que também tem se expressado no surgimento de um nicho mercado voltado para a população negra: o mercado de cosméticos afro. Os dados apresentados são provenientes de entrevistas semiestruturadas realizadas entre os meses de janeiro e fevereiro de 2017 com 15 mulheres negras consumidoras de cosméticos afro. As entrevistas foram realizadas em eventos voltados para a população negra como os Toques no Terreiro de Xambá em Olinda-PE e a Terça Negra no Pátio de São Pedro em Recife-PE. Para preservar a identidade das entrevistadas, foi atribuído a cada uma, um nome feminino de origem africana. Para a análise dos dados foi utilizada a análise do discurso.
Cite
CITATION STYLE
Ferreira Alexandre Gomes, C., & Susana Duque-Arrazola, L. (2019). CONSUMO E IDENTIDADE: O CABELO AFRO COMO SÍMBOLO DE RESISTÊNCIA. Revista Da Associação Brasileira de Pesquisador s Negr s - ABPN, 11(27), 184–205. https://doi.org/10.31418/2177-2770.2019.v11.n.27.p184-205
Register to see more suggestions
Mendeley helps you to discover research relevant for your work.