Abstract
Apesar da controversa legislação brasileira sobre formação por simuladores de direção, seu uso ainda é escasso. Além disso, não há obrigatoriedade de seu emprego em formação de condutores rodoviários profi ssionais. Segundo a literatura internacional, onde o assunto é estudado há mais tempo, ainda não há evidência sufi ciente que justifi que o amplo uso de simuladores em formações de condutores profi s- sionais. Por outro lado, não se observa nessa literatura uma análise crítica dos efeitos dos fundamentos teórico-metodológico utilizadas nessas formações. Visando contribuir para esse debate, revisamos a literatura sobre uso de simuladores em formações de condutores rodoviários profi ssionais, analisando-a criticamente a partir das contribuições da Ergologia e da Didática Profi ssional francesa. Observamos problemas nas formações experimentadas: (a) não reconhecimento da atividade real a simular e dos saberes socialmente construídos necessários para executá-la; (b) concepção insufi ciente sobre compe- tências e saberes mobilizados em situação de trabalho; (c) incapacidade de apreensão de uma atividade profi ssional. Apresentamos alternativas para uso de simuladores nas formações de condutores profi ssio- nais: formações coletivas mediadas pela simulação e em torno de saberes, normas e valores partilhados pelos condutores.
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Moraes, T. D., & Schwartz, Y. (2017). Perspectivas ergológicas para o uso de simuladores de direção. Temas Em Psicologia, 25(4), 1589–1604. https://doi.org/10.9788/tp2017.4-06pt
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