Abstract
O presente artigo busca apresentar um debate sobre as articulações entre gênero e ecologia nos movimentos organizados de mulheres curdas, situados majoritariamente no território declarado autônomo conhecido como Kobane, na região norte da Síria. No texto, buscarei abordar o confederalismo democrático como modelo de organização política que vem sendo mobilizado no seio das militâncias curdas, elaborado com o propósito de implementar a igualdade de gênero como agenda política nacional curda. Como conclusão, apresentarei uma reflexão sobre como o lema Jîn, Jîan e Azadî (mulher, vida e liberdade, respectivamente) orientam as perspectivas de restruturação da vida produtiva e reprodutiva das mulheres curdas, e como este processo pode dialogar com os debates em torno do antropoceno e dos feminismos pós-coloniais produzidos a partir de estudos e reflexões sobre diferentes comunidades indígenas e quilombolas na América Latina.
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Paniz, F. (2019). Mulher, Vida e Liberdade: gênero, etnicidade e ecologia no movimento de mulheres Curdas em Rojava. Campos - Revista de Antropologia, 19(2). https://doi.org/10.5380/cra.v19i2.62051
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