Abstract
O objetivo deste trabalho é revisar na literatura nacional e internacional, quaisquer relações entre o aumento dos níveis plasmáticos de corticoesteroides e sua possível relação com os transtornos de humor. A busca literária pelo tema ocorreu através do indexador Medline, da base de dados SciELO, e da ferramenta Google Scholar, onde artigos em português e inglês foram analisados. Os corticoides, hormônios produzidos pela glândula adrenal, pertencem à classe dos hormônios esteroides. 2 Tais hormônios estão relacionados a diversas funções orgânicas, como a resposta ao stress, resposta à inflamação, metabolismo dos carboidratos, desregulação hidroeletrolítica e de comportamento. 4 Com isso, pesquisadores passaram a acreditar que a liberação do cortisol afeta o desenvolvimento e o tratamento de vários transtornos mentais. 1 Nos últimos anos, pesquisas demonstraram que uma parte considerável dos pacientes diagnosticados com depressão apresentaram uma hiperativação do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal (HPA), de modo que, dentre os pacientes analisados, 40 a 60% deles, expunham altos níveis de cortisol circulante, além de outras desregulações do eixo. 3 O uso de antagonistas dos receptores de glicocorticoides têm sido estudados e pareceram demonstrar efeitos antidepressivos. 5 Entretanto, a eficácia do tratamento ainda permanece sob investigação, devido ao fato de existirem muitas diferenças metodológicas entre os ensaios, os quais dificultam obtenções claras sobre o assunto.
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Barbosa, B. H. C., Vieira, L. T. Q., Fernandes, S. S., & Ferreira, M. P. P. (2024). O papel dos glicocorticoides na expressão dos sintomas de humor: uma revisão. Journal Archives of Health, 5(3), e2174. https://doi.org/10.46919/archv5n3espec-484
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