Abstract
A sífilis congênita (SC) é uma doença grave causada pela transmissão vertical da bactéria Treponema pallidum da mãe infectada para o feto durante a gravidez. Epidemiologicamente, sua incidência tem aumentado globalmente, representando um importante problema de saúde pública. A fisiopatologia da SC envolve a disseminação hematogênica da bactéria para o feto, podendo afetar vários órgãos e sistemas, incluindo pele, ossos, sistema nervoso central e visão. As manifestações clínicas da SC podem variar amplamente, desde sintomas leves e inespecíficos até manifestações graves, como prematuridade, baixo peso ao nascer, lesões cutâneas, hepatomegalia, esplenomegalia e anormalidades ósseas. O diagnóstico precoce é fundamental para evitar complicações graves, e pode ser realizado por meio de testes sorológicos específicos e exames físicos cuidadosos em recém-nascidos de mães com sífilis. O tratamento baseia-se principalmente na administração de antibióticos, como a penicilina, que é altamente eficaz na eliminação da bactéria e prevenção de complicações futuras. No entanto, é essencial que o tratamento seja iniciado o mais rápido possível para garantir melhores resultados e reduzir o risco de sequelas permanentes no bebê. Por fim, a SC é uma doença que requer uma abordagem abrangente que englobe medidas preventivas, diagnóstico precoce e tratamento adequado. A conscientização sobre a importância do rastreamento pré-natal e do tratamento adequado da sífilis em gestantes é fundamental para prevenir a transmissão vertical e reduzir a incidência dessa condição grave em recém-nascidos.
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Domingues, G. P. C., Barbosa, G. A. V., Borges, I. V. G., Araujo, L. A. C., & Bittencourt, R. A. (2024). Sífilis congênita - uma revisão abrangente sobre a epidemiologia, fisiopatologia, manifestações clínicas, diagnóstico e tratamento. Brazilian Journal of Health Review, 7(2), e68063. https://doi.org/10.34119/bjhrv7n2-118
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