Abstract
Geomorfologia e pedologia surgiram em épocas distintas e com diferentes métodos de investigação das paisagens, instituindo a dualidade morfogênese-pedogênese. Às fases de evolução do relevo foram ajustados graus de desenvolvimento dos solos, estando normalmente aí envolvidas causas tectônicas e mudanças climáticas. Datações relativas das superfícies associavam critérios altimétricos a formas assumidas como testemunhas de antigos processos: lateritas, stone lines e paleossolos. A evolução da ciência mostrou que estas formas não precisam ser obrigatoriamente tomadas como paleo, e que a própria autoevolução dos solos pode afetar o modelado superficial. Métodos sedimentológicos e datações absolutas associados às transformações dos horizontes pedológicos em topossequências possibilitam vislumbrar a instituição de uma morfopedogênese, ou uma pedomorfogênese, pela indissociabilidade do solo e do relevo na gênese das paisagens, posto que dependentes dos mesmos fatores de formação.
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ESPINDOLA, C. R. (2010). A pedologia e a evolução das paisagens. Revista Do Instituto Geológico, 31(1–2), 67–92. https://doi.org/10.5935/0100-929x.20100005
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