Abstract
Por muito que se possa argumentar sobre a importância dos Exames Nacionais para avaliar o sucesso/insucesso dos alunos e aferir a qualidade do ensino (português), todos temos consciência que não há sistemas de avaliação perfeitos e os que possuímos dividem a comunidade escolar, sendo perspetivados como mais (in)justos e (in)verosímeis. Partindo de duas questões problemáticas - “Em que medida é que os Exames Nacionais refletem uma conceção problematizadora para os nossos alunos?” e “Preparam-se as aulas e o ano letivo em função dos Exames Nacionais ou das prioridades e das dificuldades das nossas turmas?” - os alunos do 11º ano de escolaridade da Escola Secundária António Nobre (Porto) e os docentes de Geografia da mesma instituição manifestaram as suas posições relativamente ao tema em causa, os primeiros através de um inquérito por questionário e os segundos através de uma breve análise SWOT. Embora com reações, opiniões e perspetivas muito diferentes, uma coisa é certa: a avaliação assume-se como um elemento integrante e regularizador da prática educativa. Nesta medida, o melhor que poderemos fazer é encarar os Exames Nacionais dos Ensinos Básico e Secundário numa perspetiva de sucesso, de progressão e de prossecução dos objetivos individuais de cada aluno e não julgados como meros agentes de seleção, de exclusão e de insucesso.
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Lemos, P., Ribeiro, S., & Rocha, J. (2017). “Mas, esta prova não avalia conhecimentos!” – O (des)interesse pelos Exames Nacionais. Revista de Educação Geográfica | U.P., 1, 35–47. https://doi.org/10.21747/getup/1a3
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