Abstract
Resumo Este artigo discute meus esforços durante várias décadas de pesquisa para compreender a interação entre letramento escolarizado, diversidade linguística e desigualdade social. Inspira-se em tradições semióticas e marxistas para investigar a diversidade linguística e a desigualdade social em contextos europeus e norte-americanos contemporâneos. Enfocando especialmente as práticas de racialização e a dinâmica das aulas, os argumentos apresentam estudos iniciais sobre línguas de minorias e escolaridade que contribuem para e contextualizam um estudo recente sobre a política federal de educação, experiências de escolarização de imigrantes e hierarquia linguística. Esse estudo baseia-se em pesquisa sociolinguística e etnográfica com famílias e comunidades migrantes multilíngues e comunidades no norte do estado de Nova Iorque, com foco específico na experiência de crianças com repertórios multilíngues e políticas linguísticas monolíngues na escolarização (COLLINS, 2012). Examinando a política e os debates federais sobre educação e comparando os processos de interação em sala de aula, que envolvem diferentes grupos etnolinguísticos, identifico dois “efeitos de Estado” (TROUILLOT, 2001), conforme eles operam em diferentes locais institucionais. Defendo que tais efeitos são maneiras como os Estados contemporâneos tentam regular aulas globalizadas e dinâmicas raciais. Ao moldar sujeitos educacionais cujas características sociais e linguísticas – e especialmente as suas características de classe – são obscurecidas e empregadas em categorizações relacionadas à escola e em processos de comunicação centrados na escola, tais efeitos contribuem para a reprodução hegemônica das desigualdades sociais, linguísticas e educacionais (HYMES, 1996; MENKEN, 2008).Abstract This paper discusses my efforts during several decades of research to understand the interaction of schooled literacy, language diversity, and social inequality. It draws on semiotic and Marxian traditions to investigate language diversity and social inequality in contemporary European and North American settings. Focusing especially on racialization practices and class dynamics, the arguments present early studies of minority language and schooling, which build toward and frame a recent study of federal education policy and immigrant experiences of schooling and language hierarchy. That study draws from sociolinguistic and ethnographic research among multilingual migrant families and communities in upstate New York, with particular focus on children’s experience with multilingual repertoires and monolingual language polices in schooling (COLLINS, 2012). Examining federal education policy and debates and comparing classroom interaction processes involving different ethnolinguistic groups, I identify two “state effects” (TROUILLOT, 2001) as they operate across different institutional sites. I argue that such effects are ways in which contemporary states attempt to regulate globalized class and racial dynamics. By shaping educational subjects whose social and linguistic characteristics, and especially their class characteristics, are both obscured and employed in school-related categorizations and school-based communicative processes, such effects contribute to the hegemonic reproduction of social, linguistic and educational inequalities (HYMES, 1996; MENKEN, 2008).
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Collins, J. (2015). Práticas de letramento, antropologia linguística e desigualdade social: casos etnográficos e compromissos teóricos. Educação e Pesquisa, 41(spe), 1191–1211. https://doi.org/10.1590/s1517-9702201508144842
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