Abstract
O texto defende que a importante reemergência atual das temáticas do desenvolvimento e do território foi marcada por algumas restrições analíticas. Polemiza que a abordagem dessas temáticas não deve ter realizada em alto nível de abstração, mas sim procurar demonstrar a natureza e as especifidades de diferentes vias de desenvolvimento. Sugere que se deveria buscar o refinamento do arcabouço teórico-metodológico sobre decisões e poder de comando dos sujeitos concretos, situados e envolvidos na construção social de determinado território. Nesse sentido, alguns das contribuições dos principais autores da economia política e da geografia crítica são ressaltadas, buscando refletir acerca da dimensão territorial do desenvolvimento em suas diferentes escalas espaciais. Assevera que se deveria discutir os centros de decisão e seus mecanismos de legitimação, assumindo a conflitualidade e a dinâmica de ação das distintas facções das classes sociais. Recorre à profusa literatura que investiga a natureza e o papel das escalas espaciais no capitalismo contemporâneo, tomando escala enquanto categoria analítica e enquanto categoria da praxis política. Propõe o diálogo dessa literatura com uma teorização sobre decisões e poder de comando dos processos sob análise, investigando hierarquias de poder de comando, ações e as prováveis cadeias de reações das decisões tomadas (por variados agentes e sujeitos sociais que operam em variadas escalas espaciais).
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Brandão, C., & Loiola, E. (2009). Desenvolvimento, territórios e escalas espaciais: Levar na devida conta as contribuições da economia política e da geografia crítica para construir a abordagem interdisciplinar. In Compreendendo a complexidade socioespacial contemporânea: o território como categoria de diálogo interdisciplinar (pp. 150–185). EDUFBA. https://doi.org/10.7476/9788523209322.0006
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