Abstract
Resumo O relevo brasileiro só pode ser entendido a partir dos processos geomorfológicos que afetaram o continente sul-americano. Os processos morfogenéticos do Brasil estão relacionados com a abertura do Oceano Atlântico e a formação da Cadeia Orogenética dos Andes. A epirogênese meso-cenozóica desencadeou os proces-sos desnudacionais e estabeleceram a compartimenta-ção do relevo. As macroformas associam-se às mega-estruturas dos Crátons, Cinturões Orogenéticos e Ba-cias Sedimentares herdadas do Gondwana, produzidas pelas fases erosivas pré e pós-Cretáceo. As variações altimétricas do Planalto Brasileiro decorrem da tectôni-ca que soergueu desigualmente as estruturas que sustentam as macroformas a partir do Cretáceo com vínculos à tectônica Andina. No oeste do continente orogenia e no centro-leste arqueamentos e falhamen-tos que criaram desníveis de antigas superfícies de erosão, acompanhadas de processos erosivos e depo-sicionais Terciários e Quaternários, tanto em climas secos como quentes e úmidos que possivelmente gera-ram rebaixamento geoquímico. Palavras-chave: relevo; processos estruturais; proces-sos esculturais; tectônica; orogênese; epirogênese. Abstract The Brazilian relief can only be understood in the context of what happens in the South American Continent. The morphogenetic processes in Brazil are related to the opening of the Atlantic Ocean and the formation of the Andes orogenic chain. The meso-cenozoic epiro-genesis triggered denudacional processes and established the subdivision of relief. The macroforms are associated with the megastrutures of Cratons, Orogenic belts and sedimentary basins inherited from Gondwana, produced by pre and post-Cretaceous erosive phases. The Brazilian Highlands altimetric variations stem from tectonic movements that unevenly uplifted the strutures that support macroforms from the Cretaceous related to the Andean tectonics. The orogeny in the West and the arching and faulting in the Center-east of the continent which created gaps on ancient erosion surfaces, were accompanied by erosive and depositional processes during the Tertiary and Quaternary. Such processes, both in dry and in hot and humid climates possibly generated geochemical relegation. ara ser melhor interpretado, o relevo brasileiro precisa ser contextualizado na macrocom-partimentação e geodinâmica do continente sul americano, que por sua vez depende da morfotectônica global. Ficou menos difícil contextualizar a evolução morfogenética das macroformas contidas no território do Brasil e da América do Sul a partir do momento em que pesquisadores da geociência formularam as bases da teoria da Tectônica de Placas. A partir des-sa concepção teórica, ainda que possa haver debates sobre sua total validade, criaram-se condi-ções de se interpretar as estruturas geológicas antigas e recentes, bem como os seus efeitos nas formas e na gênese do relevo na perspectiva tectônica e estrutural de modo mais lógico. Os fatos geotectônicos, tanto do passado como do presente, passaram a ser interpretados dentro do arca-bouço global do planeta e não mais como fatos regionais ou locais desconectados do todo. P
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Ross, J. L. S. (2016). O relevo brasileiro no contexto da América do Sul. Revista Brasileira de Geografia, 61(1). https://doi.org/10.21579/issn.2526-0375_2016_n1_art_2
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