Abstract
As práticas corporais se apresentam no campo da saúde mental como um potencial recurso terapêutico capaz de influenciar demaneira positiva na saúde de pessoas que sofrem de transtornos mentais e efeitos colaterais de psicofármacos. Este estudo sepropôs a analisar as contribuições das práticas corporais para a saúde de indivíduos que fazem uso de psicofármacos. Participaramda pesquisa 11 indivíduos, usuários de um grupo terapêutico em um centro de atenção psicossocial (CAPS). Foi aplicado umquestionário semiestruturado e os dados foram expressos em gráficos e tabelas. Nos resultados foram apresentados dados sobre afaixa etária, gênero, escolaridade, moradia, renda e ocupação como fatores importantes na relação com o uso de psicofármacos. Osansiolíticos e os antidepressivos foram os grupos de medicamentos mais citados pelo grupo. Sobre os efeitos colaterais, apontaramaumento de peso, sonolência, tremores, agitação, esquecimento, diminuição de movimentos, queimação no estômago e tontura.Os relatos mostraram melhoria dos aspectos físicos, motores e mentais diante das práticas corporais. Portanto, com base nosresultados obtidos, e à luz da literatura estudada, as práticas corporais têm contribuído com a saúde dos participantes do GrupoMelhor Saúde, amenizando os efeitos colaterais provenientes do uso prolongado de psicofármacos.
Cite
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Agostinho Neto, J., Inocêncio Leite, L. H., & Lima da Rocha, P. G. (2018). USO DE PSICOFÁRMACOS E PRÁTICAS CORPORAIS PARA A SAÚDE EM UM GRUPO TERAPÊUTICO. SANARE - Revista de Políticas Públicas, 16(2). https://doi.org/10.36925/sanare.v16i2.1177
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