Abstract
O presente artigo pretende analisar a presença dos vegetais no romance Uma Aprendizagem ou o Livro dos Prazeres (1969), de Clarice Lispector (1920-1977). A abordagem tem como perspectiva o diálogo com as artes de mulheres latino-americanas, dando ênfase ao viés das plantas. Sob este aspecto, o objetivo do estudo é interpretar a presença vegetal como marca de um intento político e liberador, que se configura na descoberta da multiplicidade, nunca da centralidade. Trata-se de experiências que fogem de qualquer hierarquia, instaurando, para isto, o prazer e o afeto diante de outras vidas não humanas. Para este artigo, recorremos às reflexões de Bataille (2014), Benjamin (2019), Coccia (2010; 2018), Foucault (1994), Nascimento (2021), Guimarães (2020), entre outros.
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Costa, F. L. da. (2022). Uma Aprendizagem ou o Livro dos Prazeres, de Clarice Lispector: Tabuleiro de Letras, 16(2), 40–58. https://doi.org/10.35499/tl.v16i2.14771
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