Abstract
Oficialmente anunciado como medida da qualidade da educação brasileira, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica tem sido comumente tomado, perante os educadores e a opinião pública em geral, como reflexo da qualidade produzida nas escolas. Derivado de pesquisa de mestrado cujo objetivo foi conhecer a percepção dos professores sobre o que o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica revela e/ou omite em relação à realidade de cada instituição e da qualidade produzida, o presente artigo objetiva discutir os limites e potencialidades de tal índice, como reflexo do trabalho desenvolvido nas escolas. A pesquisa foi desenvolvida com professores de três escolas do Ensino Fundamental da rede municipal de Pouso Alegre (MG), tendo como critério de escolha o posicionamento dessas instituições em relação ao Índice de Desenvolvimento da Educação Básica - abaixo, na média e acima da média da rede. Como instrumento de coleta de dados foi utilizado o grupo focal. Os dados revelam que, na percepção dos professores, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica não reflete de forma condizente o trabalho produzido nas escolas, sendo incapaz de abranger a amplitude e complexidade do trabalho escolar. Na visão dos docentes participantes da pesquisa, as avaliações externas em larga escala, de forma geral, deixam de fora o processo educativo e as diferentes variáveis que interferem na aprendizagem e no trabalho desenvolvido pelos professores.Palavras-chave: Avaliação externa. Escola pública. Índice de Desenvolvimento da Educação Básica.
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Vilas Boas, I. V., & Almeida, L. C. (2017). O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica como indicador de qualidade: ele reflete o trabalho desenvolvido? Revista de Educação PUC-Campinas, 22(3), 441. https://doi.org/10.24220/2318-0870v22n3a3693
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