Abstract
Resumo A presente pesquisa reflete sobre as práticas etnomidiáticas levadas a cabo pelo portal do Conselho Indígena de Roraima (CIR), a fim de entender como a organização constrói sentidos sobre o Movimento dos Povos Indígenas. Para tanto, caracterizamos o Movimento Indígena e a Etnocomunicação; discutimos as relações entre imperialismo midiático e representação a partir de Mattelart (1978); e acionamos os preceitos da Análise de Discurso, de Souza (2014), para examinar as narrativas do corpus de estudo, constituído por 89 publicações realizadas pelo CIR em 2018. Os resultados desvelam um fazer etnocomunicativo que trabalha na arquitetura de representações discursivas que têm como princípio a circunstância de os nativos serem habitantes originários das áreas delimitadas como Terras Indígenas, determinando a transmissão desse direito a seus descendentes para sua continuidade como povos com relações étnicas pré-colombianas.Abstract This research reflects on the ethnomedia practices carried out by the portal of the Indigenous Council of Roraima (CIR), in order to understand how the organization constructs meanings about the Indigenous Peoples Movement. To do so, we characterized the Indigenous Movement and Ethnocommunication; we discussed the relationships between media imperialism and representation through Mattelart (1978); and we used the precepts of Discourse Analysis by Souza (2014) to examine the narratives of the corpus of study, consisting of 89 publications by the CIR in 2018. The results unveil an ethnocommunicative practice that operates on the architecture of discursive representations that have as a principle the circumstance that the natives are original inhabitants of the areas delimited as Indigenous Lands, determining the transmission of this right to their descendants for their continuity as peoples with pre-Columbian ethnic relationships.Resumen Esta investigación reflexiona sobre las prácticas etnomidiáticas realizadas por el portal del Consejo Indígena de Roraima (CIR), con el objetivo de comprender cómo la organización construye sentidos sobre el Movimiento de los Pueblos Indígenas. Para ello, caracterizamos el Movimiento Indígena y la Etnocomunicación; discutimos las relaciones entre imperialismo mediático y representación a partir de Mattelart (1978); y movilizamos los preceptos del Análisis del Discurso de Souza (2014), para examinar las narrativas del corpus de estudio, compuesto por 89 publicaciones realizadas por el CIR en 2018. Los resultados muestran un hacer etnocomunicativo que trabaja en la arquitectura de representaciones discursivas que tienen como principio el hecho de que los nativos sean habitantes originarios de las áreas delimitadas como Tierras Indígenas, determinando la transmisión de ese derecho a sus descendientes para su continuidad como pueblos con relaciones étnicas pre-colombianas.
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Santi, V. J., & Araújo, B. C. (2022). Representações do Movimento dos Povos Indígenas na etnomídia roraimense. Intercom: Revista Brasileira de Ciências Da Comunicação, 45. https://doi.org/10.1590/1809-58442022123pt
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