Deus se esconde ou nossa experiência se cristaliza?

  • Torquato R
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O dia pode estar nublado e nuvens escuras encobrindo o céu, mas o sol está ali e os homens e a natureza esperam pelo seu brilho. Existem dramas humanos, circunstâncias difíceis que obscurem a existência. São as noites escuras da vida que abalam o crente e lhe dão a sensação de que Deus se escondeu. O escondimento divino faz irromper no homem sua carência do Amado, sua sede de Deus, seu desejo de encontráLo – consequentemente, ele parte para a busca. Abundam hoje as ofertas de encontro com Ele, embora muitas delas careçam de seriedade e do necessário equilíbrio. Todavia, elas têm em comum o fato de revelarem a sede que o homem moderno tem de Deus. Este artigo tenta abordar esta temática a partir dos textos bíblicos. Tentase estabelecer dois paralelos de busca e encontro do Amado entre o Sl 42-43 e Lc 2,25-38 e entre Ct 3,1-5; 5,2-6,3 e Jo 20,11-18. Os textos neotestamentários cobrem o arco manifestação-ressurreição de Jesus, apresentando-o como aquele que veio ao encontro da busca humana. Deus esconde-se para que a experiência que se tem d’Ele não se cristalize.

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Torquato, R. P. (2017). Deus se esconde ou nossa experiência se cristaliza? Revista Pistis Praxis, 3(2), 599. https://doi.org/10.7213/pp.v3i2.13268

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