Abstract
Trata-se de uma pesquisa qualitativa na qual buscou-se conhecer como a experiência de trabalho do adolescente que está cumprindo medida socioeducativa influencia em suas relações familiares e qual significado essa experiência pode ter tanto para o jovem, quanto para sua família. Os três adolescentes pesquisados estavam cumprindo medida socioeducativa (Liberdade Assistida) e trabalhando. Utilizamos a observação participante, uma entrevista semi-estruturada realizada com os adolescentes e uma entrevista familiar. Os resultados apontam para uma ressignificação das relações familiares de cada adolescente a partir de sua experiência de trabalho, pois todos relataram mudanças significativas nas relações estabelecidas com a família depois que começaram a trabalhar, principalmente no que se refere à confiança da família em relação a eles. O trabalho não apresenta um sentido organizacional ou social, não leva os adolescentes a uma condição de autonomia, mas existe um sentido individual inequívoco para a atividade na qual estão engajados: a ressignificação de sua inserção social e familiar, além de promover uma outra colocação frente a sua inclusão no sistema judicial.
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Jacobina, O. M. P., & Costa, L. F. (2007). “Para não ser bandido”: adolescentes em conflito com a lei e trabalho. Cadernos de Psicologia Social Do Trabalho, 10(2), 95. https://doi.org/10.11606/issn.1981-0490.v10i2p95-110
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