Abstract
O objetivo deste trabalho foi analisar os alimentos disponíveis para consumo, sua origem e a situação de (in)segurança alimentar e nutricional de famílias da Zona da Mata de Minas Gerais. O estudo foi realizado com 10 famílias, totalizando 40 pessoas, das quais foram avaliados o peso e a estatura. Para investigação da disponibilidade de alimentos foi utilizado questionário contendo lista de procedência e quantidade mensal destes nos últimos 30 dias. Os resultados indicaram 62,5% de indivíduos eutróficos, 30% com excesso de peso e 7,5% com baixo peso, sendo a maioria dos casos de inadequação em mulheres. A média da disponibilidade calórica supre 156,5% da necessidade calórica das famílias, classificando todas em segurança. Das calorias disponíveis, 40,5% provinham da produção para o autoconsumo e a participação dos macronutrientes indicou carboidratos 50,6%, proteínas 11,5% e lipídeos 37,8%. Apesar da classificação de segurança, o excesso de calorias disponíveis é preocupante, pois a totalidade da sua ingestão pode agravar o quadro atual de 30% da população com excesso de peso e a qualidade dos alimentos disponíveis não apresentou a adequação esperada, tornando essas famílias mais propícias a apresentarem insegurança alimentar. É importante incentivar a produção para autoconsumo, pois esta pode contribuir para o alcance da segurança alimentar e nutricional das famílias.
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Dutra, L. V., Souza, L. M., Santos, R. H. S., & Priore, S. E. (2015). Disponibilidade alimentar para famílias residentes na zona rural: situação de segurança ou insegurança alimentar e nutricional. Segurança Alimentar e Nutricional, 13(1), 320. https://doi.org/10.20396/san.v21i1.1385
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