Abstract
A idéia de que a ciência é “livre de valores” pode ser reconduzida à emergência da distinção entre fato e valor no século XVII. Pode-se considerar que essa idéia tem três componentes: imparcialidade, neutralidade e autono- máximos sistemas do m mia. Mostramos que partes importantes dessas idéias componentes foram desenvolvidas e defendidas por Galileu, principalmente em suas cartas a Castelli e à grã-duquesa Cristina e em seus livros O ensaiador e undo . O argumento de Galileu em favor da autonomia é particularmente poderoso e, embora não tenha a generalidade introduzida Diálogo sobre os dois por argumentos posteriores (uma vez que seu principal objetivo era o de ga- rantir a autonomia da ciência com relação à autoridade da Igreja), permanece no cerne de todas as defesas subseqüentes da autonomia da ciência. Esse argumento está baseado em três suposições: que o entendimento científico está sujeito a critérios que são independentes da autoridade da Igreja e de qualquer perspectiva de valor; que os cientistas cultivam as virtudes do “ ethos científico”; e que (porque usam linguagens diferentes – o argumento dos “dois livros”) não pode existir contradição entre os juízos científicos apropriados e as declarações da Igreja. Finalmente, algumas limitações dos argumentos de Galileu são indicadas, sem serem desenvolvida
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Mariconda, P., & Lacey, H. (2001). A águia e os estorninhos: Galileu e a autonomia da ciência. Tempo Social, 13(1). https://doi.org/10.1590/s0103-20702001000100005
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