Abstract
O artigo propõe discutir a diluição da fronteira conceitual entre “consumo e “investimento”, argumentado que ela é uma peça fundamental para a compreensão do capitalismo na sua etapa atual e dos valores que orientam a sociedade contemporânea. Conceitos cunhados pela teoria do capital humano – teoria econômica dos anos 1960 – são difundidos hoje como valores que orientam a conduta dos indivíduos. Produz-se, assim, um deslocamento conceitual-valorativo do consumo para o investimento que permite inusitadas formas de “postergar satisfações consumindo agora”. A área difusa que é criada entre “consumo” e “investimento” ajuda a entender como a ética protestante do trabalho é reeditada numa “ética do trabalho empresarial”, isto é, do trabalho entendido em termos de “empreendimento” individual.
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López-Ruiz, O. J. (2009). O consumo como investimento: a teoria do capital humano e o capital humano como ethos. Mediações - Revista de Ciências Sociais, 14(2), 217. https://doi.org/10.5433/2176-6665.2009v14n2p217
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