Abstract
Depois de anos de pouquíssimas reações às implicações das organizações sobre questões como o aquecimento global, a mudança na composição atmosférica e a acidificação dos oceanos, parece que, em 2019, as reflexões sobre o Antropoceno finalmente chegaram com mais força ao campo dos Estudos Organizacionais (EOs)¹ A demora em juntarmo-nos ao coro de cientistas que vêm estudando os impactos das ações humanas sobre o planeta Terra e denunciando seus efeitos faz parecer que chegamos a este momento talvez mais por efeito de disponibilidade de informação que por compromisso político. Afinal, à medida que desastres ambientais cada vez mais associados à ação humana passam a ser mais percebidos e noticiados, parece que ficamos mais atentos e mais propensos a aderir ao assunto em nossas agendas de pesquisa (talvez sem a consciência de que podemos ser influenciados pela facilidade com que eventos catastróficos agora nos vêm à mente e informam a opinião pública). Mas o súbito interesse sobre o tema é um lampejo de consciência, e não podemos perder o momento². Conforme ressaltam DeCock, Nyrberg e Wright (2019), é chegado o momento de desenvolver os EOs como uma disciplina que se ajuste ao Antropoceno. Temos não apenas que nos engajar rápido com os debates científicos sobre o Antropoceno, mas agir rápido, se quisermos que os EOs sejam parte da solução (e não apenas uma das fontes) da crise ambiental.
Cite
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Figueiredo, M. D. de, & Marquesan, F. F. S. (2020). O QUE PRECISAMOS SABER SOBRE O ANTROPOCENO? Revista de Administração de Empresas, 60(4), 307–309. https://doi.org/10.1590/s0034-759020200407
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