Abstract
A religiosidade sempre fez parte da história da humanidade. As igrejas hegemônicas e o Estado fizeram alianças em diferentes momentos. O fracasso da onipotência neoliberal fez com que os novos capitalistas lançassem mão dessas velhas alianças. A inevitável prevalência do mal-estar neoliberal permite que os sujeitos resgatem na religião messiânica a compensação para as frustrações e angústias da sociedade performática do espetáculo. Nesse contexto, abriu-se espaço para a ideologia conservadora da família, da tradição, da propriedade e da moral sexual. A IURD surgiu no contexto de redemocratização do Brasil e de crise das igrejas tradicionais, apoiada em um poderoso e agressivo marketing opressor no qual a intolerância e o preconceito foram as armas principais em sua guerra santa contra a Umbanda. O marketing da intolerância da IURD se ergueu em cima da demonização da cosmologia da Umbanda e por apresentar-se como a peça fundamental para a resolução do mal-estar da modernidade
Cite
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Oliveira, S. N. de. (2012). Psicanálise da religiosidade: o marketing da intolerância ou de como a iurd oprime a umbanda. Revista de Estudos Da Religião (REVER). ISSN 1677-1222, 12(2), 111. https://doi.org/10.21724/rever.v12i2.14568
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