Abstract
O artigo procura fazer um sobrevôo rápido sobre o processo de democratização em África, procurando entender as variantes internas à sua concretização, num contexto mundial de valorização da democracia forma e representativa. As vicissitudes por que passa o processo de transição em África é vista tanto nas suas dimensões política como económica, cultura e social. A dinâmica e a dialética das relações endógenas e exógenas ao continente africano, a sua forte dependência económica e financeira explicam a situação actual do continente e desenham perspectiva para o futuro. Os percalços que alguns países têm tido na sua trajectória para a implementação de um sistema democrático denotam a teia de relações: económica, políticas, étnicas e outras que conformam a realidade política africana e condicionam a implementação de políticas públicas e de uma práxis política plural.
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Furtado, C. (1998). Democracia em África: possibilidades e limites. África, (20–21), 199–217. https://doi.org/10.11606/issn.2526-303x.v0i20-21p199-217
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