Abstract
A terapia celular pode ser uma nova opção terapêutica para pacientes cardíacos, modificando o processo de remodelamento cardíaco e prevenindo a falência cardía- ca pós-infarto. Estudos clínicos até o presente usaram células mononucleadas de medula óssea, isoladas por centrifugação em gradiente de densidade a partir de aspirados de medula óssea da crista ilíaca. Embora esta nova estratégia revolucio- nária pareça ser segura e melhorar a função cardíaca, resultados negativos surgi- ram desafiando o futuro de terapias baseadas em células para o reparo cardíaco. Aqui discutimos alguns resultados laboratoriais que podem explicar, pelo menos parcialmente, as diferenças obtidas em protocolos similares. Uma análise da corre- lação entre a composição celular da fração mononuclear do aspirado da medula óssea e o êxito clínico da terapia indicou que os linfócitos não favorecem o reparo do miocárdio. Uma seleção negativa eliminando as linhagens do sistema imunitário pode ser proposta para melhorar a terapia celular do miocárdio.
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Rossi, M. I. D., & Borojevic, R. (2009). Terapias celulares do miocárdio com células da medula óssea: critérios de qualidade e perspectivas. Revista Brasileira de Hematologia e Hemoterapia, 31, 82–86. https://doi.org/10.1590/s1516-84842009005000033
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