Abstract
Este estudo investiga o impacto da maturação, da selecção e do treino na estrutura somática (ES), na aptidão física (AF), na força explosiva (FE) e nas habilidades motoras específicas (HME) de jovens jogadores de futebol. A amostra é constituída por 226 sujeitos com idades compreendidas entre os 12 e os 16 anos distribuídos por 3 grupos (G1-infantis; G2-iniciados e G2-juvenis) de jogadores de futebol (JF) e de jovens sedentários (JS) do mesmo escalão etário. As medidas somáticas analisadas incluíram a altura, o peso, os perímetros, os diâmetros e pregas de adiposidade subcutânea que permitiram estimar dois compartimentos da massa corporal e o somatótipo. O desenvolvimento genital foi avaliado através das tabelas descritas por Tanner (1962). A AF foi avaliada pela bateria de testes da AAHPERD relacionada com a performance e descrita em Kirkendall et al. (1987). A avaliação da FE foi realizada através do protocolo descrito por Bosco et al. (1983). As HME foram avaliadas de acordo com a bateria de testes da Federação Portuguesa de Futebol (1986). Os procedimentos estatísticos incluíram a média aritmética, desvio-padrão, t- teste de medidas independentes e a ANCOVA. No G1 a maturação, a selecção e o treino não tiveram um efeito significativo favorecendo os JF relativamente aos JS na estrutura somática e na força explosiva. Pelo contrário, constatou-se que o treino tinha um impacto nos futebolistas na grande maioria das componentes da AF, à excepção da força inferior e resistência aeróbica. No G2 a maturação, a selecção e o treino não tiveram um efeito favorecendo os JF no peso, no mesomorfismo, no ectomorfismo, no SE e no SCM. Pelo contrário, nos futebolistas, o treino tinha um impacto, na massa gorda, no endomorfismo e na grande maioria das componentes da AF, exceptuando a força inferior e resistência aeróbica. No G3, e de igual forma, não houve um efeito marcado da maturação, da selecção e do treino favorecendo os JF relativamente aos JS no endomorfismo, no SE e no SCM. Contudo, constatou-se, através dos resultados apresentados pelos futebolistas, que o treino tinha um impacto no peso, na massa magra, e na grande maioria das componentes da AF, exceptuando a força inferior e a resistência aeróbica
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Seabra, A., Maia, J. A., & Garganta, R. (2001). Crescimento, maturação, aptidão física, força explosiva e habilidades motoras específicas. Estudo em jovens futebolistas e não futebolistas do sexo masculino dos 12 aos 16 anos de idade. Revista Portuguesa de Ciências Do Desporto, 2001(2), 22–35. https://doi.org/10.5628/rpcd.01.02.22
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