Abstract
O objetivo do presente estudo foi evidenciar o itinerário que pacientes com câncer de boca e orofaringe percorrem até o diagnóstico e início do tratamento, descrevendo possíveis fatores que podem tornar tardia a identificação dos casos, assim como o início da intervenção. Foi utilizado o modelo de Cuidado à Saúde de Kleinman que inclui os subsistemas: profissional, familiar e popular. Participaram do estudo 37 pacientes e os dados foram obtidos através de entrevista semiestruturada com análise quali-quantitativa dos dados. Em média, os entrevistados conviveram com os sinais/sintomas por 11,4 meses sem diagnóstico. Os pacientes de zona rural, solteiros e do sexo masculino foram os que exibiram maior atraso no diagnóstico. Concluiu-se com o estudo que para se fazer o diagnóstico precoce do câncer oral é preciso intervir nos fatores que influenciam tanto o atraso por parte do paciente quanto do profissional e, assim, destaca-se a necessidade de políticas de saúde, visando ao esclarecimento da população sobre o câncer de boca, e a elaboração de rotinas programadas nos serviços de saúde para a detecção precoce de lesões sugestivas da doença.
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Silva, M. C. da, Marques, E. B., Melo, L. de C., Bernardo, J. M. de P., & Leite, I. C. G. (2009). Fatores Relacionados ao Atraso no Diagnóstico de Câncer de Boca e Orofaringe em Juiz de Fora/MG. Revista Brasileira de Cancerologia, 55(4), 329–335. https://doi.org/10.32635/2176-9745.rbc.2009v55n4.1563
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