Abstract
A bifurcação da produção teórica de Michel Foucault (1926 – 1984) em dois polos, arqueológico (1961-69) e genealógico (1969-79), tem origem em uma ruptura metodológica ocorrida no interior de sua própria obra. Nesse sentido, a noção de descontinuidade assume uma centralidade inquestionável, tanto no objeto de sua reflexão epistemológica, quanto em sua própria escrita e pensamento, ambos marcados por uma relação extremada com rupturas temporais. Neste artigo, demonstraremos como o movimento revolucionário que e clodiu na França em maio de 1968 não só provocou um profundo impacto sobre a obra do autor de Les mots et les choses, como também refutou o seu método arqueológico.
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Corrêa, E. Q. (2017). repercussão do maio de 68 no pensamento de Michel Foucault. Revista Angelus Novus, (11), 165–178. https://doi.org/10.11606/ran.v0i0.112448
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