Abstract
O Brasil assiste a uma mudança relevante na sua estrutura demográfica, resultando no envelhecimento populacional. Este fenômeno suscita nas organizações o desafio de reter e contratar pessoas mais velhas. Apesar de serem potenciais vítimas de discriminação etária, esses trabalhadores são pouco estudados. Assim, o objetivo deste artigo é compreender como o etarismo (ageism) se manifesta antes e depois do desligamento do último emprego, na ótica de gerentes desempregados. A pesquisa adota uma abordagem qualitativa baseada em 18 entrevistas face a face com gerentes acima de 45 anos. A análise dos dados foi apoiada nos passos descritos pot Creswell (2014). Os resultados revelaram o corte de trabalhadores mais velhos como uma estratégia de “saneamento etário” na organização. Um prenúncio da demissão baseado em evidências sobre normas de idade, as consequências e justificativas sobre o corte são explicitadas na análise dos dados. Os resultados contribuem para um avanço na literatura, revelando como ocorre uma estratégia de renovação demográfica nas organizações sob o manto do corte, tomado como inevitável pelas organizações para sua sustentabilidade econômica.
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Hanashiro, D. M. M., & Winandy Martins Pereira, M. F. M. (2020). O ETARISMO NO LOCAL DE TRABALHO: EVIDÊNCIAS DE PRÁTICAS DE “SANEAMENTO” DE TRABALHADORES MAIS VELHOS. Revista Gestão Organizacional, 13(2), 188–206. https://doi.org/10.22277/rgo.v13i2.5032
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