Abstract
A evolução do conhecimento médico impõe aos profissionais a necessidade de utilizarem exames subsidiários para confirmar ou afastar uma hipótese diagnostica, e dos laboratórios de análises clínicas se exige que correspondam a essa expectativa executan do exames que estabeleçam com precisão e exatidão um diagnóstico. Admitindo-se que um laboratório trabalhe em condições ótimas, com reagentes de boa qualidade e dentro dos prazos de validade propostos, técnicas adequadas, pessoal perfeitamente treinado, equipa mentos calibrados e controle de qualidade adequado, os desvios que ocorram entre a indagação, expressa pela hipótese diagnostica, e a confirmação desta, expressa pela positividade no exame laboratorial, decorrerão de questões relativas ao próprio teste. Os médicos apóiam-se em exames laboratoriais para confirmação da hipótese diagnostica e sabem que, para tal, precisam contar com testes de alta sensibilidade e alta especificidade. E stas condições necessárias serão também su ficientes? D ito de outro modo, bastaria, para cor retamente confirmar uma hipótese diagnostica, o emprego de um teste de alta sensibilidade e alta especificidade, ou outros fatores poderão ainda in fluenciar no resultado final? Sabe-se que sensibilidade é a capacidade que um teste tem de discriminar, dentre os suspeitos de uma patologia, aqueles efetivamente doentes, ou, como definido por G alen e Gambino, 1975 ^, sensi bilidade é " a positividade na doença " . P ara a afe rição deste parâm etro toma-se uma am ostra de indivíduos com diagnóstico estabelecido por testes que envolvam a dem onstração do agente etiológico, como
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Guimarães, M. C. S. (1985). Exames de laboratório: sensibilidade, especificidade, valor preditivo positivo. Revista Da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, 18(2), 117–120. https://doi.org/10.1590/s0037-86821985000200009
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