Recursos minerais não-metálicos do Estado de Mato Grosso do Sul, Brasil

  • Boggiani P
  • Coimbra A
  • Riccomini C
  • et al.
N/ACitations
Citations of this article
12Readers
Mendeley users who have this article in their library.

Abstract

A Planície do Pantanal, a maior área inundável da América do Sul, é limitada por três planaltos onde estão concentrados os recursos minerais não-metálicos do Estado de Mato Grosso do Sul. O Planalto da Bodoquena é sustentado por rochas carbonáticas proterozóicas do Grupo Corumbá, enquanto os outros dois, os planaltos de Maracaju - Campo Grande e Taquari Itiquira, são desenvolvidos sobre rochas sedimentares e vulcânicas da Bacia do Paraná. No Planalto da Bodoquena as rochas carbonáticas têm emprego na fabricação de cimento e como corretivo de solo, e para esta finalidade, são também lavrados calcários pulverulentos (tufa) em Bonito. A argila é outro importante recurso, mas é utilizada apenas na indústria cerâmica, atualmente concentrada em dois pólos, nas regiões de Rio Verde de Mato Grosso - Coxim e Bela Vista - Jardim. As rochas ornamentais estão restritas aos mármores de Bonito e aos granitos de Porto Murtinho. Existem algumas restrições com respeito aos materiais de construção, como areia e brita, devido à baixa qualidade dos produtos. No caso da areia, a lavra vem causando problemas ambientais, especialmente nos rios vizinhos aos principais núcleos urbanos. Problemas ambientais similares decorrem também da atividade dos garimpos de diamante nas regiões de Aquidauana e Coxim. Rochas fosfáticas ocorrem no Grupo Corumbá na parte leste do Planalto da Bodoquena. A Formação Botucatu, a oeste de Campo Grande, apresenta bom potencial para areia de uso industrial; entretanto, são necessários estudos geológicos específicos para a melhor avaliação econômica destes depósitos. O aproveitamento dos minerais industriais do Estado de Mato Grosso do Sul é ainda incipiente. Entretanto, as novas perspectivas econômicas e a melhoria do transporte para o Estado de São Paulo, principalmente através da Hidrovia Tietê-Paraná, deverão criar condições favoráveis ao incremento desta atividade. Por outro lado, a curto prazo deverão ser tomadas medidas para o adequado planejamento da atividade de mineração visando à redução dos impactos ambientais.

Cite

CITATION STYLE

APA

Boggiani, P. C., Coimbra, A. M., Riccomini, C., & Gesicki, A. L. D. (1998). Recursos minerais não-metálicos do Estado de Mato Grosso do Sul, Brasil. Revista Do Instituto Geológico, 19(1–2), 31–41. https://doi.org/10.5935/0100-929x.19980004

Register to see more suggestions

Mendeley helps you to discover research relevant for your work.

Already have an account?

Save time finding and organizing research with Mendeley

Sign up for free