Abstract
De que forma as iniquidades advindas das questões climáticas são um adicional às desigualdades sociais que atravessam a sociedade brasileira? Como a negação de direitos presenciada em casos de desastres ambientais corresponde a um tipo de violência? Por que discutir meio ambiente passou a ressignificar a própria ideia de democracia e estado de direito? São esses os questionamentos que conduzem a escrita do presente artigo que, tracejando o significado de justiça climática como oriunda da justiça ambiental, chama ao debate os direitos humanos em busca da diminuição de vulnerabilidades das mais variadas espécies. Assim, apresenta-se como objeto de estudo a análise da injustiça agravada pela questão climática que, na contemporaneidade, implica violação de um rol de garantias previsto no texto constitucional pátrio. Nesse sentido, o objetivo principal deste artigo é apontar como a justiça climática evita o fomento de desigualdades. Para isso, partimos de conceitos caros ao debate da justiça no país, como violência, desigualdade e garantias de direitos.
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Scotti Rodrigues, G., & Pereira, D. (2023). Injustiça Climática. Direito Público, 19(104). https://doi.org/10.11117/rdp.v19i104.6728
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