Abstract
B. F. Skinner escreveu uma das mais extensas autobiografias da história da ciência. Porém, parca atenção foi prestada às peculiaridades e ao valor intelectual dessa fonte de pesquisa. De modo a lidar com essa lacuna historiográfica, o objetivo deste artigo é apresentar a narrativa autobiográfica de Skinner como um documento com possibilidades teóricas inexploradas na historiografia da ciência. O argumento defendido é o de que a autobiografia de Skinner apresenta significativa valor epistemológico e historiográfico ao expor inédita interpretação do comportamento científico no conjunto de sua obra. Por fim, avalio a autobiografia de Skinner como fonte capaz de tornar a sua filosofia e ciência do comportamento alinhadas com relevantes debates contemporâneos nas ciências humanas e sociais.
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Cruz, R. (2022). A ciência como autobiografia: B. F. Skinner e a escrita da vida científica. Revista Brasileira de Terapia Comportamental e Cognitiva, 23, e211666. https://doi.org/10.31505/rbtcc.v23i1.1666
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