Abstract
Este artigo analisa o contexto escolar de adolescentes com histórico de envolvimento no tráfico de drogas, bem como explicita dados sobre as experiências educacionais em escolas regulares e àquelas frequentadas durante a aplicação de medidas socioeducativas. Trata-se de um estudo quanti-qualitativo que contou com a participação de 577 adolescentes e jovens (M = 16,01; DP = 1,54), de ambos os sexos e que residem em três municípios de médio porte localizados no interior do estado de São Paulo. Foram utilizados dois questionários e um roteiro de entrevistas semiestruturado. Os resultados apontam um histórico de fracasso das instituições escolares na vida dos adolescentes com envolvimento no tráfico, marcado por reprovações, expulsões e falta de sentidos. Paradoxalmente, as experiências em escolas, inseridas em instituições de medidas socioeducativas, mostraram-se mais positivas e sugerem a possibilidade da ressignificação das trajetórias escolares. Tais achados abrem espaço para novos recortes investigativos e trazem implicações para o campo educacional.
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Pessoa, A. S. G., & Coimbra, R. M. (2016). O “traficante” não vai à escola: processos de escolarização de adolescentes com envolvimento no tráfico de drogas. Revista Educação Em Questão, 54(42), 190. https://doi.org/10.21680/1981-1802.2016v54n42id10958
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