Abstract
A prevalência da doença renal crônica (DRC) vem aumentando, seu impacto social é importante e a creatinina um dos seus marcadores. OBJETIVO: Estimar a prevalência da hipercreatininemia em segmento da população adulta de Salvador, explorar a sua associação com fatores de risco cardiovascular e delinear os grupos de maior risco para a DRC. METODOLOGIA: Foram entrevistados em domicílio 2.298 adultos a partir dos 20 anos de idade, sendo 1.439 analisados nesse estudo. Foram efetuadas medidas da pressão arterial, antropométricas e realizados exames bioquímicos. Creatinina sérica =1.3mg/dl foi considerada anormal para ambos os sexos. A análise foi exploratória, incluindo análise bivariada e regressão logística múltipla. RESULTADOS: foram observados: prevalência de hipercreatininemia de 3,1%, (5,2% nos homens e 1,6% nas mulheres), maiores prevalências em idades a partir dos 60 anos, com 12,9%, IC 95% (4,3; 20,3) em homens e 7,9%, IC 95% (3,0; 12,8) em mulheres. Os OR ajustados foram significantes para homens, para idosos, negros em relação aos pardos, hipertensos e história passada de acidente vascular cerebral. Associações positivas não significantes foram observadas para diabetes e história familiar de DRC. Isoladamente, a hipercreatininemia só ocorreu em homens, 2,6%. CONCLUSÃO: Na atualidade, os inquéritos sobre prevalência de hipercreatininemia na população são desnecessários, embora seja altamente recomendada a triagem para hipercreatininemia nos grupos de alto risco para a DRC na prática médica de rotina.The prevalence of chronic kidney disease (CKD) has been increasing, its social impact is great and creatinine is one of its markers. OBJECTIVE: To estimate the prevalence of hypercreatinemia in a segment of the adult population of Salvador in order to investigate its association with cardiovascular risk factors, and to identify the groups at greatest risk of developing CKD. METHODS: A home interview was carried out in a sample of 2,298 individuals 20 years of age and over and a segment of 1,439 was tested for elevated serum creatinine. Blood pressure and anthropometric measurements were taken. Serum creatinine levels =1.3mg/dl were considered abnormal for either sex. Exploratory analysis included bivariate analysis and multiple logistic regression. RESULTS: The total prevalence of hypercreatinemia was 3.1% (5.2% in men and 1.6% in women). In patients 60 years of age and older, prevalence was 12.9%, 95% CI (4.3; 20.3) in men and 7.9%, 95% CI (3.0; 12.8) in women. Adjusted OR were found to be significant for the elderly, Afro-Brazilians, hypertensive patients and those with a past history of stroke. Non-significant associations were found for diabetes and family history of CKD. Isolated hypercreatininemia occurred in 2.6% of men, 95% CI (1.9; 3.1). CONCLUSION: At the present time, population surveys of hypercreatininemia are unnecessary, although serum creatinine screening should be strongly recommended within routine medical practice for individuals at higher risk for developing CKD.
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Lessa, I. (2004). Níveis séricos de creatinina: hipercreatininemia em segmento da população adulta de Salvador, Brasil. Revista Brasileira de Epidemiologia, 7(2), 176–186. https://doi.org/10.1590/s1415-790x2004000200007
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