Abstract
O texto aborda as transformações sócio-espaciais e a problemática ambiental no Brasil, na perspectiva dos grandes empreendimentos hidrelétricos. Empregam-se os conceitos de espaço e território para compreender o processo de desterritorialização decorrente dos severos impactos sócio-ambientais promovidos nos entornos das usinas hidrelétricas. As transformações se dão tanto nos aspectos ambientais - fauna, flora, recursos minerais - como nas instâncias sócio-culturais e econômicas das comunidades ribeirinhas e adjacências, as quais têm suas vidas/vivência severamente alteradas. A condição subalterna desses grupos de indivíduos os torna mais vulneráveis e passíveis de sofrerem o desenraizamento cultural e a desterritorialização; a mobilidade no e pelo espaço ocorre com mais fluidez. Por outro lado, o capital busca novos territórios; ele se (re)territorializa e se revela numa multiterritorialdiade.
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Silva, E. A. (2007). TRANSFORMAÇÕES SÓCIO-ESPACIAIS E A PROBLEMÁTICA AMBIENTAL NO BRASIL: O CASO DAS HIDRELÉTRICAS. Caminhos de Geografia, 8(23), 34–40. https://doi.org/10.14393/rcg82315657
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