Abstract
O artigo faz uma análise de uma série de obras de arte, sobretudofeitas após a Segunda Guerra Mundial, como uma tentativa de propor a figura do arquivo como uma chave para organizarmos o que se passa na nossa cultura hoje. No século XX o derretimento do arquivo central da razão ocidental serviu para desencadear um trabalho de rememoração e recoleção dos arquivos. A virada biológica entronizou a noção de herança genética e de processo de reinscrição de arquivos herdados. Já a virada cibernética generalizou discursos sobre memórias, arquivos, gravação e apagamento de informações. Os artistas, nessa paisagem, vêm pensando, desde o romantismo, contra-estratégias diante da arquivação e arquivonomia monológicas: eles se tornaram anarquivadores.
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Seligmann-Silva, M. (2018). Sobre o anarquivamento – um encadeamento a partir de Walter Benjamin. POIÉSIS, 15(24), 35. https://doi.org/10.22409/poiesis.1524.35-58
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