Abstract
Entre as doenças malignas na infância, a leucemia é a mais comumente encontrada, sendo caracterizada pela produção descontrolada de blastos, ou seja, leucócitos na forma imatura. Apresenta várias manifestações clínicas, como febre, sintomatologia dolorosa nos ossos e articulações, fadiga, mal-estar, além de petéquias, equimoses e epistaxes. Na cavidade bucal observam-se quadros clínicos de gengivites, hiperplasias gengivais, infecções oportunistas, alterações radiográficas nos ossos alveolares e sangramentos gengivais espontâneos. Durante o tratamento anti- neoplásico,as alterações na cavidade bucal alcançam maior gravidade, pois tanto a radioterapia quanto a quimioterapia não diferenciam as células neoplásicas das células normais. Como conseqüência, provocam mucosite, xerostomia, infecções fúngicas, bacterianas e virais, além de alterações no paladar e ligamento periodontal. Hemorragias gengivais, distúrbios na formação dos germes dentários, trismo muscular, cárie de radiação e osteorradionecrose são achados com freqüência. Dessa forma, há necessidade do estabelecimento de um protocolo no atendimento odontológico que abranja diversas medidas profiláticas, adequando a cavidade bucal antes de iniciar as terapias anti-neoplásicas, com a finalidade de melhorar a qualidade de vida do paciente infantil.
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F. M., K., & G. D., C. (2003). ALTERAÇÕES BUCAIS E CONDUTAS TERAPÊUTICAS EM PACIENTES INFANTO-JUVENIS SUBMETIDOS A TRATAMENTOS ANTI-NEOPLÁSICOS. Publicatio UEPG: Ciencias Biologicas e Da Saude, 9(2). https://doi.org/10.5212/publ.biologicas.v.9i2.0005
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