Síndrome metabólica em mulheres com síndrome dos ovários policísticos: prevalência em cidade da região nordeste do Brasil

  • Soares E
  • Azevedo G
  • Maranhão T
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Abstract

o artigo de Silva e cols. intitulado "Síndrome dos ovários policísticos, síndrome metabólica, risco cardio-vascular e o papel dos agentes sensibilizadores da insulina", recentemente publicado nos ABE&M (1). Com base em resultados referentes à população americana de mulheres com síndrome dos ovários policísticos (SOP), os autores destacam que a prevalência de síndrome metabólica (SM) nesse grupo varia de 33 a 43%, sendo cerca de duas vezes maior do que a taxa observada em mulheres da população geral, não fazendo referência, entretanto, à prevalência de SM em mulheres brasileiras com SOP (1). Estudos realizados em populações não-americanas mostram resultados conflitantes, onde a prevalência de SM na SOP variou de 1,6 a 16%, respectivamente na República Tcheca (2) e na Itália (3). Tais incon-sistências podem ser atribuídas tanto a fatores genéticos quanto a dife-renças nos hábitos alimentares e na prevalência de obesidade entre as po-pulações, assim como a vieses metodológicos decorrentes dos critérios em-pregados para diagnosticar SOP e SM, nos diversos estudos publicados. Em relação à população brasileira, são poucos os relatos publicados sobre a prevalência de SM em mulheres portadoras da SOP. Neste sentido, realizamos estudo com o objetivo de determinar a prevalência de SM numa amostra de 102 mulheres com diagnóstico de SOP de acordo com o Consenso de Rotterdam (4), residentes em Natal, RN. A prevalência de SM conforme os critérios do NCEP ATPIII (5) foi de 28,4%, sendo crescente de acordo com a faixa etária (10,0% de 20-24 anos, 34,2% de 25-29 anos e 46,2% de 30-34anos; p < 0,05). Apesar de não existirem relatos detalhados acerca da prevalência de SM na população geral bra-sileira, segundo sexo e idade, ao compararmos nossos dados com resulta-dos referentes à prevalência de SM em área rural do semi-árido baiano (6), observamos que a taxa detectada nas pacientes com SOP é bastante superior àquela verificada para pessoas na faixa etária entre 25 e 34 anos (7,0%). No que diz respeito à SOP, existem apenas resultados referentes a uma comunicação em recente evento científico de âmbito internacional, apontando prevalência de 38,4% em mulheres residentes no Estado de São Paulo (7). Considerando-se as dimensões continentais de nosso país, é plausível admitir que fatores genéticos, ambientais e socioeconômicos podem ser responsáveis por diferenças regionais na prevalência não apenas da SM, mas também de outras morbidades cardiovasculares, como hipertensão arterial e diabetes mellitus. Em nossa casuística, um percentual de 85,3% das mulheres com SOP apresentou, no mínimo, uma anormalidade componente da SM, o que vem demonstrar a relevância de seu rastreamento em todas as por-tadoras de SOP. De acordo com a quantidade de critérios presentes, foi observada a seguinte distribuição: nenhum critério (n = 15; 14,7%), 1 (n = 27; 26,5%), 2 (n = 31; 30,4%), 3 (n = 20; 19,6%) e 4 (n = 9; 8,8%). Dentre

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Soares, E. M. M., Azevedo, G. D., & Maranhão, T. M. O. (2007). Síndrome metabólica em mulheres com síndrome dos ovários policísticos: prevalência em cidade da região nordeste do Brasil. Arquivos Brasileiros de Endocrinologia & Metabologia, 51(6), 1027–1028. https://doi.org/10.1590/s0004-27302007000600021

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